Hoje, mais de um ano depois, voltou a inspiração…

21 12 2012

E os dias passam… E passam os anos…

2012 também já está a acabar… E não foi um ano fácil… (nada fácil…) Tive uma das maiores dores da minha vida, que não desejo a ninguém e peço a todos os anjinhos não tornar a sentir (lembrete mental: não passar pelo mesmo outra vez, sff); reforcei amizades quase improváveis e inesperadas e que sei que vão durar, porque não interessa o que aconteça, não interessa a distância, não interessa o pouco diálogo, estão sempre lá e sabem a altura certa para aparecer (vocês são mágicas!); tive a viagem de uma vida, com experiências e locais paradisíacos (it was our Paradise!!); chorei entranhas (e vomitei o coração); senti na pele (e mais no corpo!) a decepção de pensar que se conhece alguém a quem se deu tudo e, no final, essa pessoa ser o contrário de tudo aquilo que sempre pensámos; aprendi que consigo estar sozinha e, acima de tudo, que me consigo fazer feliz; encontrei a paz há tanto tempo ansiada.

Não foi fácil… A angústia de se ser impotente, sentir que não vale a pena, que se perdeu tudo; a dor de saber que a pessoa que tinha a obrigação o dever de estar lá, de agarrar a nossa mão e nos ajudar, simplesmente ignorou e seguiu a sua vida, aparecendo 2 meses mais tarde, com uma “grande mágoa” no peito (not!); a decepção de saber que se acreditou em alguém e que se defendeu de unhas e dentes uma pessoa que, no final, se mostrou o contrário de tudo aquilo que sempre se acreditou… O erro é meu, sem dúvida! Não foi por falta de avisos, não foi por falta de factos escancarados à minha frente, não foi por falta de atitudes desrespeitadoras… Mas “cisma é pior que doença” (lá dizes tu!), e essa doença consumiu-me e matou-me… Mas como disse há uns anos atrás, nestas mesmas linhas, erguemo-nos, qual fénix, das cinzas, e recomeçamos de novo, mais fortes, mais cultos, com mais garra e sabedoria, para aprendermos a separar o joio do trigo, e sabermos o que nos destrói ou o que nos dá força para seguirmos em frente. Só tenho pena do tempo todo perdido… Mas como está na bíblia:

“O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.”

Planta o bem e semearás o bem…Assim como o fizeres, irás receber o mesmo de volta… “What goes around, comes around!”

Às que me acompanharam, estenderam a mão sem obrigação, às que permaneceram, às que apareceram, às que me abraçaram apenas para chorar e, acima de tudo, às que tiveram a paciência para me ouvir quase sempre a falar do mesmo, um “Bem Haja” não é suficiente, mas acreditem que é do coração! Foi um verão incrível, vocês são incríveis, são as minhas meninas, todas vocês, e como se costuma dizer “quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro” e vocês são a minha maior riqueza!

E à paz reencontrada, finalmente, porque podermos deitar a cabeça na almofada sem ficarmos a imaginar coisas é fantástico, à sinceridade de não se ter nada a esconder e se falar abertamente de tudo, porque simplesmente não há nada a esconder, à verdade dos mimos puros, dos olhares e sorrisos sinceros, sem nada a esconder, do peito aberto, sem golas de casacos levantadas, porque é aquilo que somos e não queremos nem temos de mostrar rigorosamente mais nada… Bem haja por teres aparecido na minha vida e me teres mostrado um lado completamente diferente da vida!

No ano passado, as minhas resoluções para o ano de 2012 foram as seguintes:

– apaixonar-me pela pessoa certa

– dedicar-me mais à família

– crescer profissionalmente

– dizer sempre o que sinto

– ser fiel à minha pessoa, nunca esquecer quem sou e jamais abdicar disso

– ser uma pessoa melhor

– partilhar mais tempo com os amigos

– dar-me mais a quem efectivamente merece

– tirar da minha vida as pessoas que não me respeitam, que não me aceitam, que não gostam de mim e, principalmente!, as que não me merecem

– fazer rir uma pessoa por dia

– dedicar mais tempo à fotografia

– juntar dinheiro

– viajar mais

– ler mais

– ser (mais!) feliz

E doze resoluções foram cumpridas, uma por cada mês do ano. Posso dizer que me sinto realizada… E, acima de tudo, estou (mais!) feliz!!

Farei as resoluções para o próximo ano, juntando as três que faltam deste e continuar na senda de me tornar mais e melhor.

Que todos os que fizeram parte do lado bom deste ano continuem a fazer parte da minha vida (por favor!) e que as pulgas de mil camelos infestem o cú de todos aqueles que me tentaram deitaram abaixo e que os seus braços sejam demasiado curtos para se coçarem!! Para aqueles um enorme bem haja por tudo e para estes um bem haja ainda maior, porque me tornaram numa pessoa melhor e me demonstraram que o lado bom da vida existe ao me darem a conhecer o pior do ser humano!

A todos sem excepção, um Feliz Natal e um EXCELENTE ano novo, cheio de sucessos e conquistas! Para os bons, alguns vão começar novas etapas nas vossas vidas, uns pela emigração, outros por casamentos, desejo-vos a maior SORTE e FELICIDADE do Mundo! Que este seja um ano novo cheio de surpresas e de realizações! Aos “menos bons”, que o novo ano vos transforme em pessoas melhores, menos rancorosas, mais sinceras e fiéis a vocês próprios, que vos traga a inteligência de se fazerem rodear de pessoas que realmente interessam e que vos dêem algo construtivo e, acima de tudo, que vos traga a sabedoria de apreciarem e darem valor àquilo que têm!

Anúncios




Entretanto, num pesadelo de País….

16 10 2012

O energúmeno do Exmo. Sr. Vítor Gaspar desafia os deputados a darem sugestões sobre como poupar… Ora, eu não sou deputada, tenho apenas 28 anos, sou licenciada em Línguas e Relações Empresariais e, apesar das cadeiras de Gestão de Empresas e Introdução à Economia, pouco ou mesmo nada sei de Finanças… Mas Exmo. Sr. Vítor Gaspar, apesar da minha incompetência na área em que o Sr. é um “exoesperto”, como diria o outro senhor, eu dou-lhe já algumas ideias sobre como contornar o aumento de impostos ou, pelo menos, não torná-lo tão acentuado. Então vejamos: ponha o seu ordenado e o da restante corja em 1100€/mês (acredite, tendo em conta aquilo que eu e a maior parte dos portugueses recebemos, estou a ser bastante amiga de V. Exas.!!). Comecem a deslocar-se de transportes públicos (estaria também a contribuir para o cumprimento do Protocolo de Quioto, mas o Sr. é tão jovem que nem se deve lembrar disso!), ou então nos vossos carros próprios que, com o dinheiro que já nos roubaram até agora, não são nada maus e têm mais conforto e muito menos problemas que o carro da maioria dos portugueses. Acabe de vez com o financiamento dos partidos políticos, clubes de futebol e fundações. Termine com os rendimentos dos elementos do Conselho de Estado e demais mordomias (se recebem reformas, é porque supostamente já trabalharam tudo o que tinham a trabalhar, aproveitem, vivam delas e usufruam-nas! Mas se é para continuarem a trabalhar, SEJA ONDE FOR, então acabe-lhes com as reformas). Termine com a acumulação de honorários por exemplo ao Sr. Presidente da República: se é reformado, viva da reforma, se quer o ordenado de presidente, corte-lhe a reforma. Corte as reformas vitalícias de todos os representantes do Estado e gestores de empresas, acabe com as frotas de automóveis do Estado e autarquias e reduza em 2/3 o número de assessores e de jobs for the boys, refaça os acordos das PPP’s a partir do zero, reorçamente as Scuts, pontes, obras públicas, aplique coimas por atrasos no cumprimentos dos prazos das obras públicas, acabe com todas as mordomias dadas aos deputados, vereadores e outros cargos políticos, porque eu também trabalho a 250 km de casa e não é por isso que a minha empresa me paga subsídio de deslocação ou qualquer outro apoio. Negoceie com o Banco Europeu o empréstimo do FMI, porque eu prefiro andar mais anos a comer só sopa, mas a saber que daqui a outros tantos vou estar melhor, do que não saber sequer se amanhã tenho sopa para se poder cumprir a meta deste ano! Fiscalize todas as empresas e indivíduos que são suspeitos de fraude e fuga aos impostos e comece por confiscar-lhes todos os bens e a vendê-los em leilão… Mas espere… Aí estaria só a mexer no SEU bolso e no da SUA corja, não era?? Vocês, independentemente da vossa cor política, foram eleitos para REPRESENTAR O PAÍS, algo que deveriam fazer por ORGULHO, PATRIOTISMO e BRIO!! E nem um tostão a mais que o comum mortal deveriam receber! Porque eu gostaria de ver qual seria a sua cara se fossem as SUAS FILHAS licenciadas a serem exploradas e mal pagas e o patrão a dizer-lhes “É a crise!!!”

Mas, espere…. Eu só tenho 28 anos e não sei nada de Finanças… Que raio estou para aqui a dizer??

“Tem calma, minha filha, um dia quando fores grande irás compreender!”





Hoje, sonho de sabedoria

15 11 2011

A ambição cerra o coração

A pressa é inimiga da perfeição

Águas passadas não movem moinhos

Amigo não empata amigo

Amigos amigos, negócios à parte

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

A união faz a força

A ocasião faz o ladrão

A ignorância é a mãe de todas as doenças

Amigos dos meus amigos, meus amigos são

A cavalo dado não se olha o dente

Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo

Antes só que mal acompanhado

A pobre não prometas e a rico não devas

À galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo

A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado

A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha

Laranja de manhã é ouro, à tarde prata e à noite mata

A necessidade aguça o engenho

A noite é boa conselheira

A preguiça é mãe de todos os vícios

A palavra é de prata e o silêncio é de ouro

Palavras loucas, orelhas moucas

A pensar morreu um burro

A roupa suja lava-se em casa

Mais vale tarde que nunca

Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam

Ao rico não faltes, ao pobre não prometas

As palavras voam, a escrita fica

As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras

Até ao lavar dos cestos é vindima

Água e vento são meio sustento

Águas passadas não movem moinhos

Boi velho gosta de erva tenra

Boca que apetece, coração que padece

Baleias no canal, terás temporal

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia

Boa romaria faz, quem em casa fica em paz

Boda molhada, boda abençoada

Burro velho não aprende línguas

Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura

Cada cabeça sua sentença

Chuva de São João, tira vinho e não dá pão

Casa roubada, trancas à porta

Casarás e amansarás

Criou a fama, deite-se na cama

Cada qual com seu igual

Cada ovelha com sua parelha

Cada macaco no seu galho

Casa de ferreiro, espeto de pau

Casamento, apartamento

Cada qual é para o que nasce

Cão que ladra não morde

Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato

Com vinagre não se apanham moscas

Coma para viver, não viva para comer

Com o direito do teu lado nunca receies dar brado

Candeia que vai à frente alumia duas vezes

Casa de esquina, ou morte ou ruína

Cada panela tem a sua tampa

Cada um sabe as linhas com se cose

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos

Casa onde entra o sol não entra o médico

Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém

Cesteiro que faz um cesto faz um cento, se lhe derem verga e tempo

Com a verdade me enganas

Com papas e bolos se enganam os tolos

O comer e o coçar o mal é começar

Devagar se vai ao longe

Depois de fartos, não faltam pratos

De noite todos os gatos são pardos

Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra

De Espanha nem bom vento nem bom casamento

De pequenino se torce o pepino

Grão a grão enche a galinha o papo

De são e de louco, todos temos um pouco

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Diz o roto ao nu ‘Porque não te vestes tu?’

Depressa e bem não há quem

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

Depois da tempestade vem a bonança

Da mão à boca vai-se a sopa

Deus ajuda a quem cedo madruga

Dos fracos não reza a história

Enquanto há vida, há esperança

Entre marido e mulher, não se mete a colher

Em terra de cego quem tem olho é rei

Erva daninha a geada não mata

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão

Em tempo de guerra não se limpam armas

Falar é prata, calar é ouro

Filho de peixe sabe nadar

Gaivotas em terra, tempestade no mar

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Galinha de campo não quer capoeira

Gato escaldado de água fria tem medo

Guarda o que comer, não guardes o que fazer

Homem prevenido vale por dois

Há males que vêm por bem

Homem pequenino ou velhaco ou dançarino

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto

Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior que eles

Lua deitada, marinheiro de pé

Lua nova trovejada, 30 dias é molhada

Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão

Longe da vista, longe do coração

Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar

Mal por mal, antes na cadeia que no hospital

Manda quem pode, obedece quem deve

Mãos frias, coração quente

Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto

Madruga e verás, trabalha e terás

Mais vale um pé no travão que dois no caixão

Mais vale uma palavra antes que duas depois

Mais vale prevenir que remediar

Morreu o bicho, acabou-se a peçonha

Muita parra pouca uva

Muito alcança quem não se cansa

Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lhe dá

Muito riso pouco siso

Muitos cozinheiros estragam a sopa

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe

Nuvem baixa, sol que racha

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu

Nem tudo o que reluz é ouro

Não há bela sem senão

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Não há fome que não dê em fartura

Não vendas a pele do urso antes de o matar

Não há duas sem três

No meio é que está a virtude

No melhor pano cai a nódoa

Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes

Nem oito nem oitenta

Nem tudo o que vem à rede é peixe

No aperto e no perigo se conhece o amigo

No poupar é que está o ganho

Não dá quem tem, dá quem quer bem

Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça

O saber não ocupa lugar

Os cães ladram e caravana passa

O seguro morreu de velho

O prometido é devido

O que arde cura, o que coça sara e o que aperta segura

O segredo é a alma do negócio

O bom filho à casa retorna

O casamento e a mortalha no céu se talha

O futuro a Deus pertence

O homem põe e Deus dispõe

O que não tem remédio remediado está

O saber não ocupa lugar

O seguro morreu de velho

O seu a seu dono

O sol quando nasce é para todos

O óptimo é inimigo do bom

Os amigos são para as ocasiões

Os opostos atraem-se

Os homens não se medem aos palmos

Para frente é que se anda

Pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita

Pedra que rola não cria limo

Para bom entendedor meia palavra basta

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Para baixo todos os santos ajudam

Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera

Patrão fora, dia santo na loja

Para grandes males, grandes remédios

Preso por ter cão, preso por não ter

Paga o justo pelo pecador

Para morrer basta estar vivo

Para quem é, bacalhau basta

Passarinhos e pardais,não são todos iguais

Peixe não puxa carroça

Pela boca morre o peixe

Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber

Pimenta no cu dos outros para mim é refresco

Presunção e água benta, cada qual toma a que quer

Quando a esmola é grande o pobre desconfia

Quem espera sempre alcança

Quando um não quer, dois não discutem

Quem tem telhados de vidro não atira pedras

Quem vai à guerra dá e leva

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte

Quem sai aos seus não degenera

Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento

Quem semeia ventos, colhe tempestades

Quem vê caras não vê corações

Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece

Quem casa quer casa

Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa

Quem com ferros mata, com ferros morre

Quem corre por gosto não cansa

Quem muito fala pouco acerta

Quem quer festa, sua-lhe a testa

Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar

Quem dá aos pobres empresta a Deus

Quem cala consente

Quem mais jura, mais mente

Quem não tem cão, caça com gato

Quem diz as verdades, perde as amizades

Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos

Quem não deve não teme

Quem te avisa, teu amigo é

Quem ri por último ri melhor

Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas

Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima

Quem conta um conto acrescenta um ponto

Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Quem não chora não mama

Quem desdenha quer comprar

Quem canta seus males espanta

Quem feio ama, bonito lhe parece

Quem não arrisca não petisca

Quem tem boca vai a Roma

Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão

Quando um cai todos o pisam

Quanto mais depressa mais devagar

Quem entra na chuva é para se molhar

Quem boa cama fizer nela se deitará

Quem brinca com o fogo queima-se

Quem cala consente

Quem comeu a carne que roa os ossos

Quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro

Quem muito escolhe pouco acerta

Quem bem nada não se afoga

Quem nasceu para a forca não morre afogado

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele

Quem não sabe é como quem não vê

Quem não tem dinheiro não tem vícios

Quem não tem panos não arma tendas

Quem não trabuca não manduca

Quem o alheio veste, na praça o despe

Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso

Quem paga adiantado é mal servido

Quem estraga velho, paga novo

Quem sabe faz, quem não sabe ensina

Quem tarde vier comerá do que trouxer

Quem te cobre que te descubra

Quem tem burro e anda a pé mais burro é

Quem tem capa sempre escapa

Quem tem cem mas deve cem pouco tem

Quem tudo quer tudo perde

Quem vai ao mar avia-se em terra

Quem é vivo sempre aparece

Querer é poder

Recordar é viver

Roma e Pavia não se fizeram num dia

Rei morto, rei posto

Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota

Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei

Santos da casa não fazem milagres

São mais as vozes que as nozes

Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade

Todo o homem tem o seu preço

Todos os caminhos vão dar a Roma

Tristezas não pagam dívidas

Uma mão lava a outra

Uma desgraça nunca vem só

Vão-se os anéis e ficam-se os dedos

Vozes de burro não chegam aos céus

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

Nem um dedo faz uma mão, nem uma andorinha o Verão

Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Em tempo de guerra, todo o buraco é trincheira

Quem vê caras não vê corações





Hoje, “somos restos um do outro”…

17 05 2011

“A ansiedade que me corroi o peito todos os dias, mata-nos lentamente… Será possível fugir de todos os medos e esquecer todas as dores? Conseguirás… Serás… Farás… ? Acalma-me! Segura-me! Dá-me certezas! Sei que sou tua… Serás tu meu?

Sinto-te como se no final fosses parte do mundo, como se estivesses em cada flor, cada pedra, cada pessoa… “Somos os restos um do outro!” disse ela… Eu digo que todos os outros têm restos deles em ti… Que és feito de fragmentos de todas as pessoas que passaram pelos teus momentos, bocados indissociáveis que se passeiam na tua vida e que minam a minha… Olho em teu redor e só vejo essas peças e, de alguma forma, tento encaixá-las na minha vida, numa tentativa frustrada de conseguirmos coexistir duma forma mais pacífica… Por cada vez que me sentires arquejar, saberás que sou eu a tentar encaixar uma peça… Mas por vezes, tal como num puzzle, as peças não encaixam… E a isso procede o engulho… E depois a cólera… Querer esquecer, colocar para trás das costas, tentar não relacionar com factos passados… Hipoteticamente irão passar… Provavelmente… Mas passam uns e vêm outros…

São ânsias, desgostos, dores, receios, passado… Os calos ficam sempre gravados e volta e meia decidem mostrar um pouco da sua graça e vir marcar os nossos dias…

Revolto-me, é certo… Porque tenho uma sombra que me escurece os dias, que me impede de seguir a minha vida, que me impede de estar bem, fazer bem, ser feliz, aqueles bocadinhos diários, que no final dão um castelo…

São 5hoo, continuo as voltas na cama e a minha mente parece não querer descansar…”

A 11 de Janeiro de 2011 escrevi isto, apesar de nunca ter sido publicado… Hoje reescrevo as mesmas palavras, sem mudar um ponto… Apenas acrescento o que alguém soube escrever tão bem! Mais palavras para quê? E dou mais uma volta na cama…





Hoje, mais uma…

21 12 2010

Desilusões acontecem… É a vida! Sobe-se, desce-se, sobe-se outra vez… Como tenho dito sempre ao longo dos últimos posts, o que temos de fazer é ver sempre o lado positivo das situações. Há sempre uma lição a tirar. Gosto de mim,no sentido que gosto da pessoa em que me tornei. Tenho a minha opinião, fundamento-a e defendo-a. Não me deixo influenciar. Sou teimosa, mas também um teimoso não o é sozinho. Raramente mudo a minha opinião/ponto de vista, é um facto. Porquê?? Porque se eu fundamento essa visão, é porque tenho argumentos para tal. Não vou mudar apenas porque me dizem “Porque sim!”. Se fundamentarem a V. opinião e se eu considerar que esses argumentos são mais válidos que os meus, poderei mudar, caso contrário, de que me adianta mudar se depois não tenho uma justificação? É bonito criticarmos os outros só por criticar, dizer coisas só por dizer… Mas quando toca a efectivamente explicar o porquê de tal crítica, ficamos sem palavras. Sou intransigente, teimosa, casmurra… Ao fim e ao cabo, querem todas dizer o mesmo. Mas sou assim porque aprendi a pensar bem antes de abrir a boca, para não me sairem coisas das quais mais tarde me possa arrepender, coisas que mais tarde não possa justificar, ou que simplesmente não têm nexo…Gosto de ter a minha segurança, saber que tenho argumentos para me defender, que nunca vou ficar de boca fechada por não saber rebater a minha opinião. Mas também sei dar o braço a torcer quando erro, por muito que me custe, e também admito quando as pessoas têm razão. Não admito muita coisa na minha vida, é um facto. Porquê? Porque eu faço as coisas muito ponderadamente, “não dou ponto sem nó”, peso os prós e os contras e só depois tomo uma decisão. Não posso pedir ao mundo inteiro que seja como eu, mas creio que as pessoas que me são mais chegadas e que me conhecem mesmo, o mínimo que podem fazer é preocuparem-se com as suas atitudes relativas à minha pessoa, da mesma forma como eu me preocupo com as minhas atitudes relativamente a elas… É o pensarmos um pouco nos outros e não só em nós… Apesar de em muitos aspectos da nossa vida precisarmos de ser egoístas, no que toca às pessoas que nos tocam e são especiais deveremos controlar um pouco essa necessidade… E isto é se quisermos ter uma relação saudável com essas pessoas…





Hoje, be happy, love life!

16 12 2010

E simplesmente é isso! Se amarmos a vida, somos felizes.

A minha procura por um trabalho na área continua, mas eu sei que vai aparecer! Caso contrário, vamos fazendo pequenos biscates para “sobreviver” e manter-nos activos, mas admito que sinto uma certa necessidade de estímulo intelectual… Passageiro, espero! Estamos a lutar por isso!! Sugestões de como se procura trabalho? Associações, empresas,GESP, IEFP, sites, agências de trabalho temporário… Mais alguma ideia? É que estas já se encontram no meu dia-a-dia… É desesperante, admito! :S Entretanto, gostaria de ter tempo para respirar, tempo para os amigos e família, tempo para mim, tempo para ele… Talvez agora acalme um pouco!

Finalmente uma porta do passado fechou-se completamente. Mais um erro, mais um ciclo, mais uma lição… Mas foi tudo aprendido, digerido e fechou-se a porta definitivamente! E é um alívio quando olhamos para trás e conseguimos ver tudo o que conseguimos ultrapassar, todas as dificuldades e problemas, e que neste momento estamos aqui, em pé e de novo com um sorriso estampado no rosto. “Fecha-se uma porta e abre-se uma janela!” A porta fechou-se definitivamente e a janela, que antes se tinha entreaberto, deu lugar à porta dos fundos, agora completamente escancarada, tornada porta principal, mas com o alarme sempre activado! Venham por bem e serão bem recebidos… Caso contrário o alarme dispara, o cão morde e a porta é automaticamente fechada e juro que não há possibilidade de voltar atrás!

Baby-steps I used to say… Hoje continuo com os mesmos passinhos de bebé, um pouco mais confiantes, mas sempre pequeninos. A vocês que me amparam as quedas, que me dão a mão no desequilíbrio, que estão sempre por trás para qualquer eventualidade, apenas BEM  HAJA! Porque sem vocês hoje não estaria onde estou, hoje não seria quem sou e não teria o que tenho.





Hoje, simplesmente….

16 11 2010

AMO a vida!!!

As coisas são perfeitas quando nos limitamos a olhar de forma simples para elas. Não temos de complicar: abrir a mente, observar pequenos pormenores, nunca procurar, estarmos abertos a novas situações, preocuparmo-nos connosco apenas e deixar a vida dos outros em paz, nunca falar demasiado, reparar nos sorrisos sinceros, nas conversas espontâneas, fazer amor com os sentidos e com os sentimentos, não deixar que nos espezinhem e dizermos sempre a nossa opinião, quando devidamente fundamentada, relaxar, não nos preocuparmos com coisas pequeninas e pessoas ainda mais pequenas, termos consciência daquele olhar especial… Tudo tem altos e baixos, mas temos de ser nós a conseguir ultrapassar o mau, a ver o bom no meio do nevoeiro, a apercebermo-nos da beleza duma trovoada… Se encararmos a vida assim, ela será mais fácil, mais bonita, muito melhor! Porque sem dúvida que:

“Felicidade é algo que aparece nas nossas vidas através de portas que nós nem nos lembramos de deixar abertas!”