Hoje, superando sonhos desfeitos…

29 04 2010

O coração parte-se, as desilusões crescem, as amizades desaparecem e outras fortalecem, novo amor, novas amizades, muitas alegrias, novas desilusões, sempre num ciclo vicioso, porque A VIDA SEGUE SEMPRE!

E neste momento eu já não me importo…

Não me importo se continuas a ler-me ou não. Eu não me importo se irás entender correctamente o que digo ou se a tua imaginação vai inverter os factos. Eu simplesmente NÃO ME IMPORTO. Não me importo se voltarás ou se desististe. Não me importo se um dia me quiseste ou se apenas me iludiste. Não me importo. Qualquer regra desse jogo presunçoso e absurdo que inventámos foi quebrada. Eu simplesmente não me importo… Se o telefone ainda vai tocar, se ainda pensas em mim, se algum dia pensaste sequer. Não me importo. Não me importo com a lembrança do teu rosto, que vai desaparecendo da minha mente. Se não me lembro do teu cheiro, se foi mesmo verdade o que me disseste naquela música. Eu não me importo. Qualquer verdade que tenha sido vivida era só minha. O MEU desejo, a MINHA verdade, o MEU amor inventado. Eu simplesmente não me importo. Com os teus ataques ciumentos, com a tua vontade forjada de me ver. Se quisesses tanto ver-me, terias visto. Terias visto o meu olhar a procurar-te na rua pela qual andamos todos os dias separados. Mas agora simplesmente não me importa. Se daqui para frente vais sentir-te livre ou solitário. O problema não é meu. Não me importo. Se não houve amor, nem amizade. Não me importa. Se vais sair à chuva nesta noite. Se a tua equipa ganha ou perde, o teu humor não me atinge mais. Eu já não penso mais, eu já não quero pensar mais. Se amanhã há-de ser outro dia sem a tua companhia, quando é que houve um dia contigo? Eu simplesmente não me importo se agora não sabes onde moro, para que te serviu saber isto antes? Nunca apareceste por aqui. Mas eu simplesmente não me importo. Se terás ou não tempo para mim. Eu é que não tenho mais tempo para ti, não tenho mais tempo para te esperar. Cumprirei a minha promessa, não mais te imaginar. Mas já não me importo. Com as músicas que tocam e me lembram de ti. Já não me importo em me ter dado tanto e recebido o tanto que me quiseste dar e ser só isso, contentar-me com o pouco que para mim era tanto. Já não me importo com esta coisa grave de não ser nada e ser tudo ao mesmo tempo. E já não me importo com esta relação desafinada, ainda que seja a meio tom. As nossas vidas estão descompassadas. Não me importa se escrevi tantas cartas e se não te entreguei nenhuma delas, não me importa que leias tudo agora e as sintas com um tom de raiva que de certeza estás a imaginar. Já não me importa que saibas como te amei. Já não me importa que saibas como te desejei. Já não me importa. Sem mais regras, nem jogos, só verdades ditas, mesmo que tarde demais. Porque hoje é tarde demais para qualquer palavra, qualquer acto. Porque hoje eu simplesmente não me importo mais em ser alguém perfeito para ti. Ou se haverá outro que me faça tão bem como um dia, por alguns dias, tu fizeste. Simplesmente não me importa mais. O amor não me importa mais. E tudo isso de não importar, não é raiva, nem ódio, é (in) diferença dentro de mim. Para mim é indiferente saber de ti. Porque dentro de mim tu já morreste.

E a vida segue sempre o seu caminho, e estamos prontos para mais uma volta na montanha russa, preparados para passar exactamente nos mesmos sítios! Aprendemos com os erros, mas infelizmente não no amor e na amizade, não nos sentimentos! Porque é isso que nos mantem vivos, é isso que nos faz respirar e querer viver mais um dia! Juramos que não iremos cometer os mesmos erros outra vez, dizemos que desta vez é diferente, que desta será para sempre… E lá caimos nós outra vez… E levantamo-nos e sobrevivemos e seguimos em frente! Porque as pessoas, ainda que sejam sempre pessoas, são todas diferentes umas das outras e todas elas merecem uma oportunidade e nós confiamos que desta vez vai ser a tal. E fazemos bem, porque aprendemos mais um pouco, conhecemos mais uma pessoa, instruimo-nos a nível sentimental e psicológico, tornamo-nos mais fortes para enfrentar outros desafios da vida! E nesse sentido, a todas as pessoas que passaram na minha vida, tenham tido o papel que tiveram, apenas lhes posso agradecer porque me ajudaram a aprender um pouco mais!


A broken heart can be pieced back together… It might be a heart again, but it is still a broken one!





Sonho de Conto Infantil

12 04 2010

Pensava que já tinha postado este conto no meu blog,mas depois de uma pesquisa reparei que ainda não e isso é imperdoável!!!

A pequena lebre cor de avelã, que ia deitar-se, agarrou-se firmemente às longas orelhas da grande lebre cor de avelã. Queria ter a certeza de que a grande lebre cor de avelã estava a ouvi-la:
– Adivinha quanto gosto de ti. – disse ela.
– Oh, não sei se sou capaz de adivinhar isso! – disse a grande lebre cor de avelã.
– Isto tudo! – disse a pequena lebre cor de avelã, esticando os braços para os lados tão longe quanto podia.
A grande lebre cor de avelã tinha os braços ainda mais compridos.
– Mas eu gosto de ti isto tudo! – disse.
Hmmm… Isso é muito, pensou a pequena lebre cor de avelã.
– Gosto de ti tão alto quanto consigo alcançar! – disse a pequena lebre cor de avelã.
– Eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo alcançar. – disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é mesmo muito alto, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera ter braços assim. Então, a pequena lebre cor de avelã teve uma boa ideia. Fez o pino e chegou com os pés ao tronco da árvore.
Gosto de ti até à ponta dos meus pés! – disse.
– E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés! – disse a grande lebre cor de avelã, balançando-a no ar.
– Gosto de ti tão alto quanto consigo saltar! – disse a pequena lebre cor de avelã rindo e saltitando.
– Mas eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo saltar. – sorriu a grande lebre cor de avelã e saltou tão alto que as suas orelhas tocaram nos ramos da árvore.
Que belos saltos, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera conseguir saltar assim.
– Gosto de ti por aquele caminho abaixo, até ao rio. – gritou a pequena lebre cor de avelã.
– Gosto de ti até depois do rio e das montanhas! – disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é muito longe, pensou a pequena lebre cor de avelã. Já estava tão ensonada que mal conseguia pensar. Então, olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu.
Gosto de ti até à Lua. – disse, fechando os olhos.
– Oh, isso é longe – disse a grande lebre cor de avelã – Isso é mesmo muito longe.
A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites.
Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso:
– Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra.

Para pessoas especiais, palavras especiais!

Para não variar, tenho vontade de muita coisa, e acabo por nunca fazer nada… Canso-me de correr sempre que nem uma desalmada, nunca ter tempo para nada, fazer tudo a correr, deixar metade das coisas para trás, não conseguir dormir decentemente, das dores no meu corpo todo que teimam em não passar, cansada da cabeça, mente, espírito, corpo,cansada de estudar, cansada de trabalhar, cansada de viver, sinceramente :S São dias atrás de dias, atrás de dias e quando damos por nós temos 89 anos e a vida já passou, mas foi quase tudo do mesmo….

Estou cansada, só isso…….

[*] A todos!!!